terça-feira, 28 de agosto de 2007

Matéria da Rolling Stone

Como prometido aí vai a matéria que saiu na revista Rolling Stone do mês passado feita pelo jornalista Bruno Natal.


João Brasil e Seus 8 Hits

“Tipo de mulher predominante no mundo. Banida das capas de revistas, é a anti-heroína, o mal necessário. Elas sempre te divertem”.

Essa é a definição de baranga no dicionário do carioca João Brasil. “Baranga”, a música, foi lançada ano passado. Com o refrão hilário “Baranga / Cheia de marra / Cintura de ovo / Pega quem quiser / Mas tem que chegar”, transformou-se num sucesso na internet e aos poucos vai ganhando o mundo real.

“Fiz ‘Baranga’ e a turma foi gostando. A música foi parar em sites e blogs e começou a crescer. Depois fiz ‘Supercool’ e as pessoas pediram mais. ‘Mamãe virei capitalista’, com participação do De Leve, veio nessa leva”, explica o hitmaker.

A rede tem tido papel importante também na formatação de João Brasil como artista. Seu estilo musical foi definido por um fã, através de um comentário no YouTube, como ”Nova Guarda”. O complemento do nome artístico, João Brasil e Seus 8 Hits, também foi pescado do recado de um admirador no MySpace.

Os temas das letras são variados, tratados sempre com ironia, seja descrevendo os antenados (“Supercool”), paixonites por prostitutas (“Elisa”), fanfarronices (“Cobrinha fanfarrona”) ou bebedeiras (“O carnaval acabou com o meu fígado”). Sem falar nas brochadas (“Pau molão”). Todas, diz João, autobiográficas. “Quero fazer as pessoas rirem, se divertirem. Algo animado, pra relaxar. Acho que falta humor e mais músicas alegres, como o funk”.

As produções simples, misturando timbres eletrônicos do começo da década de 90 com batidas de funk e levadas de soul, soam calculadamente toscas, a atmosfera kitch servindo à perfeição as letras e as melodias grudentas.

Produtor de mashups, dono do estúdio Lontra, no Rio, com um diploma de publicidade e outro da prestigiada faculdade norte-americana Berklee College of Music pendurados na parede, João às vezes é cobrado por um material mais elaborado. Ele discorda.

“Faço minhas músicas de maneira séria. As pessoas imaginam Berklee como um antro de jazz, que o cara tem que sair de lá um virtuoso. Não é assim. Tem gente que vai lá pra aprender a fazer música pop, rock, eletrônica. Estudei várias linguagens, técnicas e instrumentos. Foi bom para ter a liberdade de ser auto-suficiente”.

Suas músicas chamaram a atenção de veículos como O Globo e ele já tocou ao vivo no cultuado programa de rádio de Maurício Valladares, Ronca Ronca. A aproximação com o grande público veio quando “Baranga” foi adotada como hino da campanha “faça uma encalhada feliz”, do programa “Mucho macho”, apresentado por Marcos Mion na MTV.

“Na primeira vez, o Mion anunciou a música dizendo que havia sido enviada por mim, só que eu não sabia de nada. Só depois, um garoto me escreveu contando que tinha sido ele quem tinha mandado falando que era eu!”, conta João.

Outro sucesso, “Mônica Waldvogel”, feita em homenagem a jornalista, foi elogiada pela própria musa inspiradora. “Ela me escreveu um e-mail falando que adorou e dizendo que ‘ia acabar ficando famosa’. Agora só falta tocar no ‘Saia Justa’! (risos)”.

Os planos para o futuro incluem participar dos festivais do circuito independente e enfrentar os roqueiros armado apenas com seu teclado e laptop. “Vou na cara e na coragem. Só estou conseguindo agradar ao público porque estou agradando a mim mesmo”, conclui Brasil.

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi João!

Legal ter posto esta matéria no blog

pq tem todo seu "histórico"!
Valeu!
bjos,Sol.

ana carol disse...

\o/

estou muito grata Joãozinho
obrigada por dar essa oportunidade para pessoas humildes como eu, que nem sempre tem 10 conto pra dar numa revista né? hehe
não que não valha a pena, muito pelo contrário, pra ter essa matéria ai vale até mais! mas você sabe como é, o ordenado do pobre as vezes fode tudo, dai a gente tem que se contentar com a generosidade de pessoas tão foda quanto você ;)
um beijo :*

Jampa disse...

acho que o Sr. poerá continuar com a sua saga de fazer uma baranga feliz por semestre com nossa dignissima ana carol, que já deu a deixa para ir lá e tchupláqui tchunbléin.

em tempo: almejo um CD com sua obra LOGO.

Grato.